

A canoa havaiana, ou canoa polinésia, VA’A... tem origem milenar. Desenvolvida há cerca de 3.000 anos pelos povos da Polinésia, era usada como meio de transporte, pesca e exploração de novas ilhas. Ao longo do tempo, tornou-se símbolo cultural e, mais recentemente, evoluiu para um esporte praticado em diversos países — inclusive no Brasil.
As primeiras canoas surgiram no triângulo polinésio — região que abrange ilhas como Havaí, Taiti, Samoa e Nova Zelândia. Foram projetadas para viagens longas, permitindo aos polinésios navegarem por semanas, guiando-se pelas estrelas, ventos e marés. As embarcações eram feitas com materiais vegetais: madeira resistente, cordas de fibra de coco e ferramentas rudimentares.
Durante a colonização europeia, a prática foi proibida por missionários, mas voltou a ser valorizada em 1876, com o rei David Kalakaua, e ganhou estrutura esportiva em 1908, com a criação dos primeiros clubes no Havaí.
No Brasil, a canoa havaiana chegou em 2000, trazida pelo atleta Fábio Paiva, que fabricou a primeira embarcação nacional a partir de um modelo importado dos EUA. A primeira competição ocorreu em Santos (SP), cidade considerada o berço da modalidade no país. Hoje, clubes estão presentes em diversas regiões brasileiras, especialmente no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Diferente da canoagem olímpica, a canoa havaiana conta com características únicas. O modelo mais comum é a OC6 (Outrigger Canoe com 6 remadores), que possui:
Essa estrutura oferece estabilidade sem comprometer a velocidade. As canoas modernas são feitas com fibra de vidro ou carbono e medem cerca de 14 metros de comprimento por 50 cm de largura.
As principais modalidades são:
Durante a prova, os remadores podem alternar o lado da remada conforme a estratégia do grupo. Cada posição na canoa tem uma função específica: o primeiro remador dita o ritmo, os do meio garantem a força e os últimos ajudam na estabilidade e direção.
A canoa havaiana é uma atividade completa que promove:
Além de acessível a pessoas de todas as idades e níveis de preparo físico, a canoa polinésia proporciona contato com a cultura ancestral dos povos do Pacífico.
Existem diferentes configurações para atender a objetivos diversos: OC (outrigger canoe) e V – (taitianas)
A fabricação atual é regulamentada para manter a tradição, respeitando os padrões culturais e estruturais da canoa original.